23 de agosto de 2010

Você é mesmo feliz?

Você é mesmo feliz?

A resposta não vem assim tão rapidamente. Precisamos de uma definição de felicidade para formarmos a equação da alegria e então chegarmos a conclusão do quanto somos ou não somos felizes.

Felizmente, a vida não é uma fórmula matemática. Há aqueles que tem tudo. Saúde, dinheiro, bons relacionamentos, família saudável, mas não dispoem de alegria para compartilhar. Há outros que apesar das necessidades e turbulências da vida, encontram motivos de sobra para sorrir. Porque isso acontece, contrariando totalmente a lógica?. A Bíblia diz em Provérbios 18.21 que “A morte e a vida estão no poder da nossa língua.” Isto significa dizer que nossa felicidade, não depende exclusivamente de fatores externos, como um bom emprego, amigos, dinheiro no banco etc mas daquilo que proferimos a nosso respeito e a acerca das coias que nos rodeiam. Felicidade é uma escolha que independe das circunstâncias.

Certo dia ouvi um pastor falar que nossas palavras, são fundamentais para transformar sonhos em realidade. Ele disse ainda, que o ato de proferir desejos e vontades em alto e bom som é um princípio espiritual e funciona tanto positiva quando negativamente. Não fui muito receptivo a ideia, mas logo conclui que aquilo, realmente, podia representar a realidade. Afinal, toda a vez que Jesus falou em fé, ele não pediu que mentalizassemos algo, mas que verbalizassemos. Teoria ou ficção, fato é que somos profundamente influenciados por aquilo que falamos acerca de nós mesmos. Talvez seja por isso que a Bíblia nos adverte a guardar a língua, proferindo apenas palavras de ânimo sobre as nossas vidas, sonhos e projetos, ao invés de palavras de descontentamento.

Você já parou pra pensar que Deus nunca pediu para verbalizarmos repetidamente nossas dores e aflições? No entanto, a Bíblia é bem enfática ao afirmar que dia e noite, devemos falar acerca da bondade e das promessas do Senhor.

Caro, leitor. Esta época é sempre muito difícil para mim. Há 5 anos, uma sucessão de fatos extremamente desagradavéis, vem abalando a minha vida. Acidentes, mortes, doenças e graves consequências decorrentes disso, macularam o estigmatizado glamour natalino que eu costumava apreciar. Perder um irmão, amigo do peito, com apenas 33 anos, pai de família e com uma filha de apenas 1 mês; me envolver num acidente de trânsito seguido de morte e agora descobrir que meu outro irmão, 36 (que há pouco, perdeu um filho) está com câncer, não é motivo para nenhum tipo de comemoração.

Sim, meu coração ficou em pedaços. Minha fé tem sido provada ao extremo e meu inútil racionalismo, massacrado e amordaçado pela dor. Quando me perguntam se em algum momento me decepcionei com Deus, inflo o peito para dizer que em tudo Ele tem sido fiel e que assim como Paulo, tenho tentado aprender, ainda que vagarozamente, a alcançar a felicidade em todas as minhas tribulações.

Sabe o porquê? Por que há dádivas divinas na dor. Há riquezas espirituais imensuráveis no sofrimento. A companhia de Deus é muito mais perceptível, viva e eficaz quando estamos atravessando o deserto.

Se, aparentemente, você acha que não tem motivos para sorrir, saiba que você pode experimentar um novo sentimento de alegria na sua vida. Pare de proferir palavras de murmuração e começe a declarar palavras de vitória. Você verá o que vai acontecer. Da manhã a noite, não use as suas palavras para descrever a sua situação. Use-as para mudar a sua vida.

Se você está passando por dificuldades, proclame sua dependência no Deus que é provedor. Como escreveu o profeta Habacuque, diga "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira e os campos não produzam mantimento, ainda que o rebanho seja exterminado da manada e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor e exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força. Ele fará os meus pés como os da corça, e me fará andar sobre os meus lugares altos"(Habacuque 3.17-19).

Deste ano em diante, um pedido constará para sempre em todas as listas de ano novo que eu fizer. Quero que Deus me dê força e motivação para caminhar a milha extra. Quero ser extraordinário, pois não me contento em ser ordinário. Quero que minha vida seja relevante além dela mesmo. Que minhas atitudes glorifiquem a Deus em todo o tempo e lugar. Que Ele alargue as minhas fronteiras e me use para fazer a diferença nesta terra. Porque na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na fartura ou na necessidade, volte ou não volte o sol a brilhar, importa que confiemos no Senhor e o nome dele seja louvado, independentemente das circunstâncias.

Lido e retiro de Genizah

 
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